Convenção oficializa Margot Jung candidata a vereadora de Maringá

Convenção oficializa Margot Jung candidata a vereadora de Maringá

A militante LGBT e feminista Margot Jung foi oficializada candidata a vereadora de Maringá na noite desta sexta-feira (5) na convenção do Partido dos Trabalhadores (PT). A campanha eleitoral começa no dia 16.

“Estou muito feliz pela oficialização da minha candidatura e agora trabalharei para ser eleita e ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Maringá”, disse Margot ao Maringay.

Vice-presidente da AMLGBT (Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Margot participou da organização da Parada LGBT de Maringá, Semana Maringaense LGBT, Conferência Regional LGBT, coordena o Grupo de Familiares de LGBT, faz parte da Marcha Mundial de Mulheres, é pedagoga e blogueira.

Jovem acusa Feliciano de agressão e tentativa de estupro

Jovem acusa Feliciano de agressão e tentativa de estupro

Portal Fórum

Uma militante do PSC, de 22 anos, acusa o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) de assédio sexual, agressão grave e tentativa de estupro. Ela frequenta a mesma igreja que o pastor, que teria proposto ser seu guia espiritual. O episódio da violência, segundo relatou, aconteceu no dia 15 de junho no apartamento funcional do parlamentar, em Brasília.

A mulher contou à imprensa que recebeu uma proposta para ser amante de Feliciano, com alto salário e cargo comissionado no PSC, mas, com a negativa, o pastor a agrediu com um soco e tentou puxá-la pelo braço para a suíte dele. A jovem disse que começou a gritar até que uma vizinha tocou a campainha para saber o que estava acontecendo.

Depois disso, ela o procurou em uma conversa pelo WhatsApp. Em um encontro há poucas semanas, segundo narrou, Feliciano pegou o seu celular à força e apagou todas as mensagens entre eles, mas ela conseguiu resgatá-las no ICloud de seu computador.

De acordo com o blog Coluna Esplanada, do UOL, funcionários do PSC confirmaram que o número era mesmo o usado pelo pastor-deputado, que trocou de telefone após o episódio. “Ele estava diferente, com os olhos vermelhos. Ele queria que eu terminasse com meu namorado e ficasse com ele”, disse a mulher à reportagem.

Segundo o jornalista Leandro Mazzini, que acompanhou o caso, ela procurou ajuda com importantes nomes do partido, que a mandaram “sumir”. Também teria sido convencida por Emerson Biazon, ligado ao deputado, a não fazer boletim de ocorrência. Em seguida, o repórter revelou que ela saiu de Brasília, retirou sua página do Facebook do ar e tem se mantido isolada desde então.

Confira abaixo as conversas divulgadas pela jovem.

Nove tipos da direita brasileira

Nove tipos da direita brasileira

Mariana Nóbrega do Pandora Livre

Iniciado o processo de redemocratização brasileiro, trafegavam na política nacional os herdeiros do MDB e os militantes de esquerda que lutaram contra a ditadura ou participaram de movimentos sindicais, do campo ou eclesiais de base. O trauma da ditadura garantia uma unidade entre esses movimentos, que clamavam pela instauração de uma democracia neste país. Partidos como o PSDB e o PMDB caminhavam pelo centro, pendendo vez ou outra para a esquerda ou para a direita. De outro lado, os partidos assumidamente de direita serviam para divertir o tedioso horário eleitoral, com figuras análogas aos Enéas e Fidelixes da vida.

Algumas poucas décadas depois desse processo, instaurado um governo de esquerda neste país, insatisfações justas e injustas modificaram a cara das pessoas, dos movimentos e dos partidos aqui existentes. No meio dessa chacoalhada, acordaram o Gigante da direita brasileira, que parecia não existir. Estamos aqui para fazer você entender esse recente fenômeno social e político. Afinal, quem é essa nova direita brasileira? Bateu um Weber no Pandora Livre e mostramos abaixo os tipos mais representativos dessa categoria emergente.

1. A direita festiva: A direita festiva existe, apesar de ser uma minoria e perder em termos de animação para a esquerda festiva, como já ressaltou o rapaz Pondé. Isso porque nem todo mundo tem o cacife, ou melhor, a bufunfa necessária para participar de suas celebrações. Eles têm horror a festa gratuita e as festas pagas só podem ser curtidas no espaço mais caro do recinto; com a bebida que pisca, obviamente. A palavra-chave aqui é VIP, Very Important Person, porque são selecionados no meio desta gentalha tropical. Os queridinhos deste grupo geralmente são conhecidos pelo primeiro nome no diminutivo e o sobrenome de algum grande empresário – claro, o seu progenitor -, algo que soa como Mauricinho Loyola, Ricardinho Mesquita, Bernardinho Alcântara. Nas redes sociais, estão sempre a compartilhar as festas de sucesso de que participam ou que ainda vão participar. No último caso, com a frase “hoje tem!”. Sua vida é uma festa na ilha de Caras. Não curte muito política, sabe que odeia o Bolsa Família, e admira o nosso próximo representante, que dá as bases ideológicas para sua visão de mundo: o playboy cabeça.

2. O playboy cabeça: O playboy cabeça se orgulha em poder discutir tête-à-tête com a intelectualidade de esquerda. Fala francês com aquele errezinho difícil e conhece o Velho Mundo como ninguém. “Não sou turista”, esclarece, pois conhece a fundo, como um local, cada esquina de Paris, cada grão de areia da Côte d’Azur. Seus mentores são Rodrigo Constantino, Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo. Ao contrário da direita festiva, não é muito afeito a badalações; prefere um queijos e vinhos aconchegante com os amigos bem sucedidos e, se fizer frio, pode até rolar uma gola rolê. Apesar de nascido em berço de ouro, tem a qualidade de se tornar independente financeiramente quando adulto, ao contrário do festeiro acima, que é famoso em dilapidar o patrimônio familiar. Botou na cabeça que só ele trabalha e paga impostos neste país. No final das contas, resolve que não vai dar esse gostinho para o Governo e malandra com o Leão.

3. O falso classe A: Nunca viu nem comeu caviar, mas até que disfarça bem pelo discurso. Tem a impressão que os seus 5 mil reais de salário lhe deram a condição de membro da nata brasileira. Teme que sua fortuna seja extraviada pela ditadura comunista e pela sua empregada doméstica que, aliás, anda atrevidinha demais. Está de olho na cotação do dólar, para fazer aquele sacolão em Miami nas próximas férias.

4. O indignado-com-tudo-isso-que-está-aí: O indignado-com-tudo-isso-que-está-aí pode ser seu tio, pode ser seu avô, pois está dentro de todas as classes sociais e nas melhores famílias. Ele está muito, muito indignado com toda essa sujeirada que só surgiu agora no Brasil com o PT. Por isso sai peia da vida pelas ruas, destemido, com semblante revolucionário. Põe sua camiseta da CBF, faz o cara-pintada e põe o seu nariz de palhaço, mostrando que não aguenta mais ser feito de bobo por essa corja. Segue a multidão entoando um “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”; mas, peraí… Avista um trio elétrico com uma faixa e os dizeres “Intervenção militar já!”. Fica espantado, depois, intrigado, e começa a gritar: “Ei, sai daê, po! Sai daê, minha gente! Eu não vim aqui por isso, não! Vocês estão estragando tudo!”.

5. O intervencionista: Assim como na esquerda temos aquele figura que queima todas nossas manifestações – aparece pelado, com um bode morto nas mãos fazendo performance e estraga todo o planejamento do protesto -, o intervencionista é o mela-manifestação da direita. Constrange todo mundo que está ali com seu nariz de palhaço, com a melhor das intenções, querendo limpar a corrupção do país – que só surgiu na última década, com o PT. Está sempre a disseminar conspirações acerca da ditadura bolivariana e do foro de São Paulo.

6. O requentador de Guerra Fria: Está você com sua sandália de couro, sua camiseta com foto do muso Che, sentado tranquilamente no ponto de ônibus. De repente, aparece na rua um senhor lôko com um jornal debaixo do braço que começa a gritar “Vai pra Cuba!”, “Defensor de assassino!”. Você para de ler seu livro da Boitempo, fica atônito. Pergunta o que está acontecendo. “O muro de Berlim caiu”, ele responde. Você perde o seu tempo explicando de Marx a Piketty, explica todas as peculiaridades da esquerda, admite os erros, fala das limitações que sofreu, os problemas que podem ser contornados. Com um sorriso no rosto de missão cumprida, você conclui. Ele retruca, mais calmo, “Ah, vai pra Cuba!”.

7. O ex-esquerdista: Geralmente pertencente a uma faixa etária maior de 40 anos. Antigo apaixonado do PT ou do Partidão. Associava a esquerda ao pobrismo e, por isso, depois que ascendeu, preferiu esquecer tudo aquilo que dizia acreditar. “Eu já fui como você”, é assim que rebate qualquer comentário esquerdista dos mais jovens, pois ser idealista não passa de um arroubo juvenil. Perdeu todos os amigos do seu passado pé-de-chinelo, pois é um comentarista de Facebook voraz, ácido, e não mede palavras para desmascarar toda essa bobagem do tempo dos dinossauros.

8. O teocrata: Antes fosse só Bolsa não sei o quê, Bolsa não sei que lá. O problema é que foi o PT que deu espaço para toda essa ditatura gayzista-feminazi. Homem com homem, mulher com mulher, onde este mundo vai parar? Os valores cristãos, onde estão os valores cristãos? Aí você, para lacrar, pergunta de volta onde está a caridade, o respeito ao próximo. Raspar a barba também é proibido na bíblia e está você aí fazendo depilação a laser.

9. O parece-esquerda-mas-não-é: O cara tem aquele jeito wild que as minas da esquerda curtem. Barbudo, camisa florida aberta na altura dos mamilos, uma barriguinha saliente sedutora – sinalizando que você pode pegar mais leve nos exercícios. Começa a tocar um violão, arranhando uma MPB e sua banda britânica favorita. Seus olhos brilham. Você se senta perto dele, ele te oferece um baseado, você recusa educadamente – recuso, mãe –, e aí ele começa a falar da criminalidade do país, que bandido bom é bandido morto, que mulher é tudo puta, que odeia bolsa vagabundo. Você não pode acreditar o quanto as aparências enganam. Nem os barbudos e maconheiros se salvam!

Pessoal, vamos continuar nossa amizade? Parentes, o Natal continua de pé. Prometemos que quando a situação estiver melhor para o nosso lado faremos um especial da esquerda. Também temos nossos ícones. Aguardemos.

Ator de “Teen Wolf” sai do armário, mas volta atrás e diz que não é gay

A Capa

Tyley Posey, protagonista da série, publicou o primeiro vídeo no Snapchat, dia 29, mas desmentiu logo em seguida no Twitter

No vídeo, ele aparece andando por uma rua de Nova York que se chama “Gay Street”.

Ao filmar a placa, ele diz: “Este sou eu. Nunca me senti tão vivo… Eu sou gay!”, disse.

Tyler sempre se mostrou aliado da comunidade LGBT e deixou os fãs surpresos e também irritados com a declaração. Como ele já teve um romance com a cantora Miley Cyrus e chegou a ser noivo de Seana Gorlick, os fãs o questionaram a respeito da declaração Alguns viram tom de deboche por parte do astro teen pois entendem que ‘sair do armário’ é um processo delicado na vida de muitos gays e lésbicas.

“Eu sou um grande defensor do amor sobre o ódio em tempos de segregação. Porém, eu não sou gay, eu apoio totalmente a comunidade LGBT. Este foi um momento para refletir sobre isso. E, galera, eu peço desculpas às pessoas que ofendi ou por diminuir o momento de ‘sair do armário’. Eu só quero espalhar amor neste mundo”, escreveu o ator em seu twitter.

Evangélicos fazem lobby com Temer por Escola Sem Partido

Evangélicos fazem lobby com Temer por Escola Sem Partido

Folha de S.Paulo

Um grupo de evangélicos pressiona o presidente interino, Michel Temer (PMDB), em favor da Escola Sem Partido, projeto de lei que visa vetar a “ideologização” em sala de aula.

Em encontro no Palácio do Planalto em julho, bispos, pastores e parlamentares evangélicos de diferentes Estados pediram que o governo recolha 25 milhões de supostas cartilhas que pregam o que eles chamam de “ideologia de gênero”.

Segundo os religiosos, o material ensina que as crianças adquirem orientação sexual no decorrer de seu desenvolvimento e estaria sendo usado em escolas de ensino fundamental. Temer não quis comentar. O Ministério da Educação afirmou desconhecer o material.

De acordo com o bispo Robson Rodovalho, presidente da igreja Sara Nossa Terra, presente ao encontro, as cartilhas foram produzidas a despeito do entendimento contrário à “ideologia de gênero” acordado em audiências públicas realizadas pelo MEC.

As audiências são promovidas em todo o país para discutir a Base Nacional Comum Curricular. Um servidor da pasta que participa dos encontros disse que o consenso é o oposto do relatado pelos evangélicos.

Uma enquete no site do Senado aponta 177 mil pessoas a favor da Escola Sem Partido e 186 mil contra. Dezenas de educadores fizeram um abaixo-assinado contra interferências do Legislativo na Base Nacional Curricular Comum.

“Um grupo no MEC passou por cima das resoluções e produziu as cartilhas”, afirmou Rodovalho. “Temer disse que não sabia de nada disso. Ele respondeu que, se houve essa ruptura, o MEC vai tomar providência”, disse.

O pastor Wilton Acosta, que também participou da reunião com Temer, afirmou que o grupo se encontrará com o ministro da Educação, Mendonça Filho, para fazer o acompanhamento. “A batalha é permanente. A gente fez uma gestão, nós mesmos temos que acompanhar. É uma guerra”, afirmou Acosta.

O ministro afirmou, por por meio de nota, que não recebeu nenhum pedido de análise de cartilhas referentes ao ensino fundamental e que não há agenda com dirigentes religiosos marcada para as próximas semanas.

Uma das cartilhas que a Concepab (Confederação do Conselho de Pastores) citou mostra um homem nu acompanhado do texto: “Cada um, a seu modo, pode brincar com o próprio corpo, sentindo uma cosquinha muito gostosa”. O documento, intitulado “Tô Crescendo”, é atribuído ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação e do Desporto, que não é o nome oficial do MEC.

ESCOLA SEM PARTIDO

O projeto de lei n° 193, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), que é pastor evangélico, tramita no Senado com o objetivo de incluir nas diretrizes e bases da educação nacional o programa Escola Sem Partido. O texto pretende evitar que professores “doutrinem” ou “constranjam” os alunos “em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas”.

“O poder público não se imiscuirá na opção sexual dos alunos”, diz o projeto, “sendo vedada, especialmente, a aplicação dos postulados da teoria ou ideologia de gênero”. “A ideologia de gênero é algo esdrúxulo, é uma quebra de uma lei da natureza”, criticou o bispo Rodovalho. “É como quebrar a lei da gravidade, a lei da termodinâmica. Tem macho e tem fêmea. Não dá para quebrar essa lei.”

Além do projeto de Magno Malta, há outros projetos similares tramitando no Legislativo nas esferas estaduais e municipais. Alagoas e quatro municípios aprovaram leis nesse sentido. Na sexta-feira (22), a Procuradoria-Geral da República classificou a inclusão do programa Escola Sem Partido nas diretrizes e bases da educação como inconstitucional.

“Impede o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, nega a liberdade de cátedra e a possibilidade ampla de aprendizagem e contraria o princípio da laicidade do Estado”, argumentou a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat.

O projeto da Escola Sem Partido é “um grito da sociedade, de pais e educadores, dizendo ‘vocês não podem politizar e ideologizar a escola'”, defendeu o bispo Rodovalho.

O ministro Mendonça Filho disse que “respeita o direito de qualquer movimento de defender suas ideias e considera salutar o debate”. Ele afirmou que “a bandeira da educação deve ser estritamente técnica, acima de qualquer disputa política, ideológica ou partidária”.

“O ministro garante que vai trabalhar por uma educação de qualidade, plural e que ofereça ao aluno a oportunidade de ter ampla visão de mundo, para desenvolver o senso crítico e condições de fazer suas escolhas a partir do acesso a diversidade de ideias”, concluiu, na nota.

Maringá ganha novo bar voltado ao público LGBT

Maringá ganha novo bar voltado ao público LGBT

A cidade de Maringá, conhecida no Paraná pelo grande número de pessoas LGBT, acaba de ganhar mais um bar voltado para o público LGBT.

O Armazém das Meninas, que inaugurou há algumas semanas, conta com mesa de sinuca, espetinho, cerveja super gelada e porções tradicionais.

O bar fica na Avenida São Domingos, 600, e abre todos os dias a partir das 17h30.

Impeachment de Dilma é golpe de Estado, conclui Tribunal Internacional

Impeachment de Dilma é golpe de Estado, conclui Tribunal Internacional

Brasil 247

Foi divulgada no início da noite desta quarta-feira 20 a sentença final do Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil sobre a legalidade do processo de impeachment que afastou a presidente eleita Dilma Rousseff. O evento reuniu juristas de vários países por dois dias no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro.

A decisão do corpo de jurados – formado por profissionais vindos do México, da França, da Itália, da Espanha, da Costa Rica e dos EUA – , aprovada por unanimidade, diz que “o processo de impeachment, nos termos da decisão de sua admissibilidade pela Câmara dos Deputados e do parecer do Senado Federal, viola todos os princípios do processo democrático e da ordem constitucional brasileira”.

A conclusão aponta ainda que o processo de impeachment nos termos ocorridos no Brasil violou também a “Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, e constitui-se um verdadeiro golpe de Estado”. Por isso, “deve ser declarado nulo”, acrescentam os juristas.

Para chegar à decisão final, os juristas tiveram o auxílio de testemunhas, da defesa e da acusação, e analisaram quatro perguntas, com base nos aspectos jurídicos, econômicos, políticos, culturais, sociais e históricos do processo: 1. Viola a Constituição?; 2. Sem a ocorrência de crime de responsabilidade, caracteriza um golpe parlamentar?; 3. Foram violados os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário?; e, 4. Impeachment deve ser declarado nulo?. A todas as perguntas, foi dada a resposta “sim”.

“Decidiram os jurados declarar que o processo de impeachment contra Dilma Rousseff viola todos os princípios do processo democrático e da ordem constitucional brasileira”, disse o jurista Juarez Tavares, que presidiu os trabalhos. “Em democracias presidencialistas não se pode impedir um chefe de Estado por razões políticas. A aprovação ou desaprovação de um governo deve ser resolvida por eleições diretas, não por ato do Parlamento”, completou.

O evento foi organizado pela Via Campesina Internacional, Frente Brasil Popular e Frente Brasil Juristas pela Democracia, com apoio de diversas organizações sociais, e teve como objetivo julgar o argumento da acusação de que não há base jurídica para sustentar o impeachment de Dilma. O evento aconteceu com a estrutura de um júri (composto por acusação, defesa e sentença).

Após a leitura da decisão, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o Tribunal Internacional cumpriu um papel importante para os senadores brasileiros, que tomarão a decisão final sobre o processo no final de agosto. “Há um clima de constrangimento no Senado”, declarou. A sentença agora será entregue ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Luciana Genro lidera disputa por prefeitura de Porto Alegre, aponta pesquisa

Luciana Genro lidera disputa por prefeitura de Porto Alegre, aponta pesquisa

Sul 21

O jornal Correio do Povo e o Instituto Methodus divulgaram pesquisa nesta sexta-feira (15) que aponta a pré-candidata Luciana Genro (PSOL) na frente em todos os cenários de primeiro e segundo turno na corrida eleitoral para a Prefeitura de Porto Alegre.

Na pesquisa estimulada, em que é apresentada uma lista de prováveis candidatos, Luciana Genro lidera com 20,8% das intenções de voto, seguida por Raul Pont (PT), 14,5%, Sebastião Melo (PMDB), 13,7%, Vieira da Cunha (PDT), 11%, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), 6,5%, Mauricio Dziedricki (PTB), 1,7%, Carlos Gomes (PRB) e Wambert Di Lorenzo (PROS), ambos com 0,8%. Brancos e nulos somam 15,3% e indecisos (não sabe) 14,8%.

Em um cenário com apenas os quatro primeiros candidatos, Luciana sobe para 22,3%, Raul chega a 16,7%, Melo a 14%, Vieira a 13,8%, brancos e nulos para 18,8% e indecisos (não sabe) para 14,3%.

Na pesquisa espontânea, em que o eleitor é instigado a dizer seu candidato favorito sem a apresentação de uma lista, Luciana também lidera com 10% das intenções de votos, sendo seguida por Raul (7,7%), Melo (5,3%) e Vieira (4,2%).

A pesquisa Correio do Povo/Methodus também criou 7 cenários de segundo turno. Luciana venceria todos os confrontos, contra Raul, Melo, Vieira e Marchezan Jr. O petista aparece na frente do atual vice-prefeito, mas atrás de Vieira. E o pedetista está atrás na disputa direta com Melo. Todos os cenários apresentaram altos índices de brancos e nulos e indecisos.

Foram entrevistadas 600 pessoas entre os dias 7 a 10 de julho. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Feminista é espancada por simpatizante de Bolsonaro no Distrito Federal

Feminista é espancada por simpatizante de Bolsonaro no Distrito Federal

RBA

Uma jovem do Levante Popular da Juventude, do Distrito Federal, foi agredida a socos por um “admirador do Bolsonaro” em Samambaia. O crime aconteceu na quarta-feira (29). A garota está bastante machucada. Movimentos sociais, como o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) divulgaram nota de repúdio à agressão.

Confira abaixo a íntegra da nota:

Precisamos contar essa história por acreditarmos e querermos outra sociedade. Um ataque fascista, carregado de lesbofobia e misoginia, aconteceu na madrugada desta quarta-feira (29/06), em um bar na Samambaia/DF. Diego Oliveira da Rocha agrediu, com xingamentos lesbofóbicos e dois socos no rosto, a estudante e ativista lésbica feminista Mayra de Souza, militante do movimento social Levante Popular da Juventude, enquanto gritava “Bolsonaro 2018”.

Diego usa as redes sociais para destilar ódio às feministas, fazer piadas em relação a estupros, depreciar mulheres e criminalizar os movimentos sociais de esquerda. Já havia se referido à jovem como “sapatão do caralho”, quando no dia 29/06 partiu da violência pela internet para a violência física. A estudante estava com quatro amigas em uma mesa, quando foi abordada por Diego Oliveira da Rocha, que começou a xingá-las, chamando de “vadias” e ameaçando com frases como “pau no cu” e “você vai ver, vem aqui que te mostro”.

Todas as mulheres da mesa são lésbicas e bissexuais e não receberam proteção do estabelecimento onde estavam. Nesse sentido, as entidades que assinam esta nota afirmam que o enfrentamento à violência contra as mulheres e em defesa da livre sexualidade e da liberdade política é uma responsabilidade de toda a sociedade, que deve estar alerta ao avanço do conservadorismo – uma ameaça ao direito à vida a partir da intolerância extrema que desemboca nas múltiplas expressões da violência.

Após vários pedidos das jovens para que Diego Oliveira da Rocha se afastasse da mesa, ele foi ficando mais exaltado, gritando cada vez mais alto e repetindo: “Bolsonaro 2018”, um dos deputados que votaram “sim” ao golpe político em curso no Brasil e cujo voto foi precedido de uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar, escrachado pelo Levante Popular da Juventude em 2014. Denunciamos que contra o avanço do fascismo, que impossibilita uma democracia real em nosso país, é imprescindível a unidade popular contra o machismo, a lesbofobia, a bifobia, a homofobia, a transfobia, o racismo e a exploração de classe: o retrocesso de direitos que presenciamos na atual conjuntura política implica e naturaliza o aumento da violência em todas as esferas da vida.

Quando Mayra foi fumar um cigarro, Diego deu o primeiro soco, no olho esquerdo dela. A ativista caiu no chão e, ao se levantar, ele deferiu um segundo golpe no queixo. Durante toda a agressão continuava gritando: “Bolsonaro 2018”. Após as agressões, Diego Oliveira da Rocha covardemente fugiu, apoiado por pessoas do bar para que “se livrasse” do flagrante.

Após fazer um Boletim de Ocorrência e o exame de corpo delito, resta a insegurança: “Estou me sentindo vulnerável, ele não agrediu só a mim, agrediu a uma mesa de mulheres lésbicas e bis, pode agredir outras a qualquer momento, em grupo ou sozinhas”, relatou a estudante. Os índices de violência contra a mulher no Distrito Federal são altíssimos e toda a militância feminista está alerta para denunciar este caso e a impunidade frequente que dá brechas para casos de feminicídio como o da estudante da UnB, Louise Ribeiro, morta no laboratório de anatomia da Universidade de Brasília em março deste ano.

Estamos assistindo ao avanço e ao descaramento de ideologias perigosamente conservadoras, machistas, lesbofóbicas (e todas as outras LGBTfobias), racistas e fascistas em um contexto local, nacional e mundial de ascensão da extrema-direita, de modo que somente pela organização, formação e luta unitária de todas as forças progressistas poderemos barrar o retrocesso de direitos e de liberdade que está em andamento.

A violência cometida por Diego Oliveira e o deputado por ele exaltado Jair Bolsonaro (réu por incitação ao estupro) são símbolos desse avanço conservador, acompanhado da: sub-representação de mulheres, negros, jovens, LGBTs, trabalhadores e camponeses no Congresso Nacional; da invisibilização, ridicularização e criminalização crescente dos movimentos sociais e da luta política; do aumento da violência, das ameaças e da cultura do medo. Não calarão nossas denúncias acerca das desigualdades estruturais que vivenciamos todos os dias.

Em defesa aos direitos das mulheres, afirmamos que Mayra não está sozinha, exigimos apuração e reparação da violência. Exigimos a punição do agressor, mas não só: precisamos de uma política de mudança cultural e redistribuição de poderes político e econômico, voltada para a transformação social, para vivermos em uma sociedade em que não haja espaço para opressões, explorações e violência. Precisamos falar sobre sexualidades e gênero nas escolas, para desconstruir essa sociedade em que o paradigma de superioridade é o masculino, sempre associado à violência.

Os golpes que atingiram Mayra naquela madrugada de quarta-feira atingiram a todas nós. Diego Oliveira da Rocha não agrediu apenas aquela jovem, mas a todas e todos que lutam por uma nova sociedade em que a emancipação humana seja possível e vamos cobrar justiça!

“Em los jardines humanos

Que adornan toda latierra

Pretendo de hacerun ramo

De amor y condescendencia

Es una barca de amores

Que va remolcando mi alma

Y va anidando em los puertos

Como una Paloma blanca” (Violeta Parra)

Mexeu com uma: mexeu com todas!

#Lesbofóbicos, machistas, golpistas, fascistas: não passarão!

#Visibilidade Lésbica #Resistência Sapatão

Na sociedade que a gente quer: basta de violência contra a mulher!

Assinam:

Levante Popularda Juventude (LPJ)

Coturno de Vênus – Brasília/DF

Consulta Popular

Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)

Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD)

Centro de Estudos e Pesquisas Ruy Mauro Marini

Movimento Nacional pela Soberania Frente à Mineração (MAM)

Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF)

Comitê de Trabalhadoras e Trabalhadores das Secretarias de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos pela Democracia

PartidA DF

Marcha Mundial das Mulheres (MMM)

Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL)

Associação de Defesa à Liberdade de Gênero do Vale do São Francisco (ADELG)

Grupo Flor de Bacaba – Bacabal/MA

Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP – DF)

Coletivo Maria Baderna – Advogadas Feministas

Rede Nacional de Negras e Negros LGBT

Fórum de Mulheres do DF e Entorno

Rede de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de Minas Gerais

Coletivo Democracia Corinthiana

Homofobia Não

Militante LGBT e feminista, Margot Jung confirma pre-candidatura a vereadora de Maringá

Militante LGBT e feminista, Margot Jung confirma pre-candidatura a vereadora de Maringá

Margot Jung confirmou ao Maringay que será candidata a vereadora de Maringá. Vice-presidente da AMLGBT (Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Margot participou da organização da Parada LGBT de Maringá, Semana Maringaense LGBT, Conferência Regional LGBT, coordena o Grupo de Familiares de LGBT, faz parte da Marcha Mundial de Mulheres, é pedagoga, sindicalista e blogueira.

“Precisamos mudar a cena política de Maringá. E isso se dá pelo compromisso com políticas públicas, principalmente voltadas para as pessoas LGBT”, disse Margot ao Maringay. Confira a entrevista completa abaixo:

Margot, fale um pouco da sua militância, por que você escolheu militar no movimento LGBT?

Eu tenho um histórico de militância no movimento estudantil, lá nos anos 80. Nos anos 90 e 2000 me dediquei ao movimento sindical e também ao movimento feminista. Por ser uma mulher bissexual e por sempre ter amigos e amigas LGBT, pude perceber que a luta por direitos é muito árdua e que ainda faltam pessoas dispostas a fazê-la, então, agreguei mais essa militância e é a ela que tenho me dedico mais.

O que você espera alcançar com essa militância?

Espero alcançar cidadania plena para todas as pessoas. Conseguir com que os direitos das pessoas LGBT não sejam negados e que os direitos já conquistados não sejam revogados. Hoje vivemos momentos de incertezas no cenário político nacional. Não temos mais Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial nem de Direitos Humanos. Estamos sem representatividade na esfera federal. Além disso, o Congresso brasileiro é muito conservador e fundamentalista e com o fechamento dos Direitos Humanos, ficamos mais vulneráveis a que leis que retrocedam nos nossos direitos sejam aprovadas.

E como você pode fazer isso?

Penso que com muita luta.

Mas como você pretende lutar? Você não acha que só você lutando isso fica mais difícil?

Com certeza fica muito difícil. Mas eu não estou sozinha. Nós temos, em Maringá, a Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais que é formada por várias pessoas interessadas em fazer essa luta. A AMLGBT organiza já há cinco anos a Parada LGBT em Maringá e também a Semana Maringaense de Combate à LGBTfobia. Durante esta semana, organizamos palestras e debates abertos para a sociedade e isso contribui muito com a reflexão das pessoas a respeito de direitos humanos, erradicação da LGBTfobia, igualdade, cidadania. Também realizamos palestras em escolas e empresas para falar sobre LGBTfobia, sem esquecer do combate ao racismo e à violência contra a mulher.

E isso é o bastante?

Não. Não é o bastante, mas já é uma parte do todo. Por essa razão, em uma das reuniões com o movimento LGBT, refletimos que este ano deveríamos de lançar novamente uma candidatura LGBT à Câmara de Vereadores de Maringá. Por essa razão, após muita conversa e reflexão, é que sou pré-candidata à vereadora. Precisamos mudar a cena política de Maringá. E isso se dá pelo compromisso com políticas públicas, principalmente voltadas para as pessoas LGBT.