Vereador de Maringá quer proibir discussão sobre orientação sexual nas escolas

Amanda Watanabe do Maringá Post

Um projeto de lei intitulado “Escola sem Partido” em tramitação na Câmara de Maringá estabelece que sejam afixados nas salas de aula cartazes com seis itens sobre os deveres dos professores quanto a neutralidade política, ideológica e religiosa.

A matéria, que ainda não foi votada em nenhuma discussão, é assinada pelo vereador William Gentil (PTB) e se opõe à doutrinação ideológica na educação.

Defende que o estudante seja informado sobre os próprios direitos e que cabe unicamente aos pais a responsabilidade pela educação religiosa e moral dos filhos.

O projeto de lei assegura a pluralidade dos conteúdos didáticos, para que os professores não propaguem apenas a doutrina que defendem, mas que os alunos conheçam com a mesma profundidade as principais ideologias.

Também destaca que a ideologia de gênero não deve ser discutida no ambiente escolar, para evitar a interferência do Poder Público na orientação sexual dos alunos.

William Gentil diz que “no momento não tem nada decidido e que está aberto para discussão”. Acrescenta que apresentou o projeto de lei a pedido da comunidade que representa.

Sindicato diz que não é possível

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (SINTEEMAR), José Maria de Oliveira Marques, “o programa Escola sem Partido não é viável”.

O professor de História entende que “todo professor tem uma linha política e vai seguir o que acredita”